cropped-446.jpgTenho o casco grosso, já dizia minha mãe, não me ofendo nem faço beicinho por qualquer coisa, desde cedo aprendi a resolver, não interessavam os métodos, meus próprios entortamentos de caminho; desde cedo aprendi que não é o que as pessoas fazem contra mim que determinarão minha caminhada, mas são minhas reações e decisões a respeito do fato em si.

Trouxe isso para minha vida adulta e, ao excluir ontem o artigo sobre o transexual travestido de crucificado foi tão somente por perceber que escrevi movido pela indignação alheia, centenas de amigos e amigas, de certa forma ou de forma direta cobraram uma atitude e acabei embarcando na indignação geral, ao ponto de me sentir ofendido, afrontado, desrespeitado nas minhas mais profundas convicções religiosas e tal e etecetera.

Mas, peraí, desde quando uma cruz vazia de sentido ou com uma imagem me representam? Desde quando posso ser atingido de maneira tão infantil e rasa, rasteira todas as vezes que um objeto é usurpado ou sacaneado pelo humor e decisão de outro grupo social?

A cruz é um símbolo caro ao Cristianismo? Sem dúvida; a luta contra a discriminação e agressões aos homossexuais é legítima e deve ser apoiada? Sim. Mas a celeuma que se levanta a cada parada gay em disputa com a marcha pra Jesus e a Semana Santa Católica já encheu o saco; há uma mistura e uma perda de motivos e direção lamentáveis.

Decididamente nenhuma cena, por mais ridícula, de gosto pateticamente duvidoso da parada gay, ofendeu minha fé em Jesus, o Cristo de Deus; a lembrança e a imagem da cruz sempre me levarão o pensamento cativo ao ocorrido no Gólgota, ao permitir-se ser assassinado numa cruz o Cristo sabia o que estava fazendo e por quem estava fazendo, os cravos foram por mim, humano de natureza caída, duvidosa e perigosa. E por todos, hétero ou gays; seguir a Jesus ou não, eis a escolha.

Eu vivo minha fé todos os dias pelos olhos e pela própria vida de cada mendigo viciado que acolhemos na Missão Vida, eu não apareço de vez em quando na vida deles, meus dias e o melhor de mim, são gastos com eles, na recuperação dos seus valores mais íntimos, na auto estima ressuscitada no lugar limpo e amplo, na roupa nova e na Palavra que restaura e recupera a fé em si mesmo e em Jesus, pois sirvo a cada morador de rua como quem serve ao próprio Cristo, não dá pra fazer isso pela TV nem pela rede.

Isto dito eu declaro meu desligamento das ofensas e das vinganças que pululam pela rede por alguns templos de pastores e padres mais exaltados, a Igreja tem mais o que fazer do que ficar por aí anunciando por conta própria a vingança do Deus que não se deixa ofender nem zombar; o que aconteceu no Calvário e nos porões de Caifás desmentem a imagem do deus cangaceiro que alguns tentam vender ao rebanho.

Quando alguém tem a intenção de ouvir sobre Jesus e sobre seu amor, eu não preciso de argumentos mirabolantes nem malabarismos homiléticos para que tal pessoa descubra, entenda e aceite esse amor, mas quando alguém tem toda a indisposição do mundo para ouvir acerca do evangelho, nem um caminhão de argumentos nem toda a pirotecnia verbal do planeta a moverá da sua condição de não crer. Não posso obrigar as pessoas a pensarem ou crerem como penso e creio, posso até torcer por isso, mas não funciona na porrada, nem no grito.

Por fim, me assusta muito mais a reação ensandecida dos cristãos com o transexual travestido de crucificado do que a desfaçatez de mau gosto dos gays da parada; como diria minha cara amiga Lu carvalho, “Oh, que novidade, os ímpios praticando impiedades”!

Há um movimento que nos incentiva a voltarmos ao Evangelho, de onde não deveríamos ter saído, nossa índole é a mansidão, a serenidade, o sorriso fácil, aliás foi o sorriso fácil dos cristãos que me conquistou décadas atrás. Não somos belicosos, rancorosos, impiedosos como certos homens querem nos tornar, deixem que vociferem e lucrem com suas vociferações, deixemos que se nutram do próprio ódio e da própria covardia, pois usar o povo de Deus chamado cristãos para seus próprios interesses é infinitamente mais ultrajante que um monte de gays pelados e mal maquiados encenando trechos da Via Sacra.

O verdadeiro adversário da “cruz” repete seu estratagema e cria distrações, nos desvia a atenção para assuntos menores, nos conduz de forma quase hábil para que nosso olhar não encontre o olhar ao Autor e consumador da nossa fé, a saber, Jesus, o Cristo de Deus, que já é bem “crescidinho” para depender de alguns pastores (brabos que nem cascavel de resguardo) ou de um deus cangaceiro.

Soli Deo Gloria.cropped-s_pensan.jpg

SEMEADOREm meio a mais essa celeuma sem fim da terceirização e suas implicações, me veio uma inquietação, por sinal sempre percebida intensamente, mas nunca discutida na igreja ou campo missionário, a ressignificação da situação do campo missionário: a terceirização do Reino de Deus.

Foi-se o tempo no qual eu achava romântico e belo trabalhar feito louco em troca de teto e pão na árdua lida do evangelismo, recuperação, teatro e tudo o mais que se pudesse fazer bem feito pela expansão do Reino; o trabalhador é digno do seu salário, é isso que a Bíblia ensina. Se alguém quer ser rico, que vá para outro campo, é impossível enriquecer servindo à Igreja, há ricos que dela se servem, fato. Há milionários inescrupulosos autoconsagrados bispos, apóstolos, mas esses, como eu digo, não servem à Igreja como se ao Cristo servissem, mas violentam o rebanho, comem-lhe a carne, bebem o sangue e ainda se vestem luxuosamente com a lã; e vendem os ossos e formam outro rebanho incauto para se manterem assim, parasitariamente.

Quando digo que não sou mais o romântico da década de 1980/90 quando a mim bastavam a alegria do serviço e a íntima satisfação de ver novos convertidos, em hipótese alguma tornei-me amargo ou ingrato, ainda vibro e ainda choro agradecido, da mesma forma com uma mão levantada no meio da multidão; mantenho-me no mesmo caminho, muitas vezes interrompido pela agonizante necessidade do pão e do teto; se quisesse vida fácil não cuidaria de moradores de rua.

Sendo missionário tenho oportunidade de conversar com muitas pessoas e ouvir muitas histórias tristes sobre o campo, e me uno a cada uma delas, todas verdadeiras, é lamentável a forma como a igreja trata o campo; não fosse o coração inclinado e generoso de irmãos e irmãs, estaríamos todos hoje terceirizados, ganhando o pão e não ganhando almas.

Há uma imbecilidade teológica na citação de São Paulo como exemplo de “fazedor de tendas” para legitimar o mau-caratismo da igreja à época, enviando e não sustentando, deixando o moço a coser couro para se alimentar e alimentar aos outros; a igreja gastava seu suado dinheirinho em mármores novos. A Igreja, feita por quem a lidera, foi generosa em produzir uma teologia pastoral, mas infame e omissa na produção de uma teologia missionária.

Chega a ser ofensivo a forma como “terceirizam” o campo missionário numa reconceituação bastarda, basta observar as esposas de pastor, quando não tem uma ocupação na igreja são transformadas em missionárias, mesmo sem estudo, preparo ou trabalho. O filho de fulano, a irmã que faz jogral no aniversário, a filha do presbítero que recolhe cestas básicas para alimentar os necessitados e por aí vai, agora, quem não tem o que fazer é terceirizado como missionário. Todas as tarefas da igreja e na igreja são importantes e delas necessitamos, mas não é trabalho missionário.

É por baratearem de forma tão covarde o trabalho missionário que tratam de forma tão barata os vocacionados e preparados e sempre dispostos missionários e missionárias que se gastam e se deixam gastar em busca daqueles por quem Cristo morreu. Terceirizaram o Reino de Deus, e já faz muito tempo, São Paulo foi o primeiro de que se tem notícia e a igreja usa seu exemplo até hoje para, de forma cruel, deixar à míngua aqueles a quem deveria ser por amiga e mãe, cuidando de quem cuida.

Sou grato a Deus por servir à Missão Vida, que tem por política propiciar a cada missionário e obreiro o mínimo decente e necessário, (sendo apenas sincero: de nada temos falta), sou grato a Deus por cada amigo, amiga e igreja cujos corações se inclinam para completar aquilo que a Missão Vida me oferece com tanto sacrifício e esmero e assim posso estudar, cuidar melhor das filhas, etc.

Há outro equívoco patético utilizado para tratar o campo missionário como quintal ou quarto de bagunça da igreja, o ensino sórdido de que sirvo à Deus e minha recompensa está no céu, deveriam pensar nisso quando votassem o aumento do salário dos líderes na mesma pauta em que votam o fim do subsídio missionário. Todo trabalhador é digno do seu salário, nada contra os salários pastorais, mas sim, contra a desimportância do labor missionário na pauta.

A maioria dos missionários e missionárias que conheço poderia viver folgadamente com seus talentos e habilidades profissionais, trabalhando de segunda a sexta de seis a oito horas por dia fazendo de conta que são pessoas normais, mas insistem, teimam e servem a cada humano que o Senhor lhes apresenta como quem serve ao próprio Senhor.

Eu não sirvo a Deus, por um motivo óbvio, Ele não precisa de mim para absolutamente nada, se eu me demitir hoje ou morrer, o Reino não vai à falência, Deus não vai se descabelar por eu desistir; eu sirvo à Igreja. Sou filho e amigo de Deus, aprendo tardiamente, mas aprendo, sou amigo de Deus. Em última instância, servindo à Igreja eu sirvo aos moradores de rua, internos no programa da Missão Vida.

É emergente repensarmos o campo e suas atribuições, o campo e suas necessidades, o campo e suas derivações, pois que, no fim das contas, na ponta do lápis, igrejas não brotam, florescem ou frutificam caso não sejam plantadas e nós, missionários e missionárias, somos os semeadores de Deus; pense nisso de forma adulta e responsável, pense nisso.semeador7

AmparoMal o dia amanheceu e dei de cara com os dois no pátio, ansiosos e felizes; só um ex-interno pode contar o que representam duzentos e dez dias da sua vida dentro do programa de recuperação para moradores de rua aqui na Missão Vida. Penso na luta diária para oferecermos o melhor que temos e somos a cada um; desde o alimento variado, bem feito e abundante à roupa de cama, bem lavada e com cheiro bom e banheiros decentes, (acho que sou o único no mundo a levar visitas pra conhecerem os banheiros novos, mas eles ficaram muito bons!); sou grato por estar aqui, mesmo figurante.

Há uma angústia comum a todos nós que vencemos, com muita ajuda a dependência química e os hábitos ruins, a angústia de sabermos o que vem depois; desde que o Rev. Wildo dos Anjos, fundador da Missão Vida, autorizou o funcionamento da Reintegração social aqui, tenho me alegrado com a alegria desses irmãos que voltam ao caminho afetuoso do trabalho.

Na manhã desta quinta feira dois ex-internos da Missão Vida de Brasília começaram vida nova, estão trabalhando em estabelecimentos comerciais de amigos meus; depois de tanto tempo vivendo sem razão nem rumo, esses dois irmãos passaram pelo programa de recuperação, durante sete longos meses, dias difíceis e didáticos, pois que hábitos bons, esses aprendemos devagar.

Eles são vencedores, contra os vícios e hábitos ruins, venceram, não sem esforço e dor, a abstinência e delírios, venceram ainda a vontade contínua de voltar às ruas, aprenderam a sonhar com um tempo novo, vencendo a si mesmos e a tudo que lhes afligiu a alma desde o dia em que decidiram sair de onde estavam e vieram até nós para caminharmos juntos em direção a um novo lugar social limpo e saudável, e caminhamos, duramente caminhamos.

Observando-os notei a expressão animada, estavam bem vestidos, com aquele olhar sério e honrado, característico de quem andou esses últimos tempos bem perto do Redentor, olhar firme e sorridente; saíram bem cedo pra conquistar o pão diário.

À tardinha passei em frente ao serviço de cada um deles, pra ver como estavam se saindo; mesmo de longe pude ver a dignidade devolvida em forma de labor. Não fui até eles, olhei de longe e constatei que a vida e o tempo novo lhes foram entregues, o caminho novo e suas implicações lhes pertencem; minha companhia e ajuda desde agora são dispensáveis, eles seguem daqui, eu também.

Sou um sujeito rude e de poucos amigos, isso eu sei, mas até gente assim recebe e sente o baque nessas horas, e até chora escondido dentro do carro, chorei um pouco, bem pouco mesmo e fui embora, feliz e só.

Andei matutando sobre o que sou e faço; gasto minha vida caminhando com homens que se tornam minha família, homens que chegam feridos, rotos, humilhados pela derrota cotidiana do álcool, das drogas e da violência das ruas; pessoas sem Deus e sem amor e que precisam ser tocadas, alcançadas pelo olhar inconfundível do Cristo que lhes reescreve as histórias, lhes devolve o riso.

Alguém disse outro dia que sou um “samaritano totalmente insano”, pois não pode ser normal trabalhar tão duramente e ainda andar por aí com um riso na cara repetindo que “Deus é bom, Deus é muito bom, Deus é bom demais”! (wga).

Samaritanos sempre seguem seu caminho, sempre há muito a ser feito, há sempre uma chance nova de reproduzir a graça de Deus na vida das pessoas; samaritanos não são bons nem ruins, apenas homens comuns, dispostos a caminhar ao lado de gente que ninguém mais quer por perto, nem a família, nem a igreja; missionários ensinados e preparados e prontos a servir a cada homem de rua disposto a mudar de vida como quem serve ao próprio Cristo.

Daqui da minha janela pude vê-los retornando do trabalho, uma bela cena, cansados e com um belo riso na boca; esse é mais um dia pra ser lembrado, junto com muitos outros. Sola Gratia!

s_pensan..
Hoje mais cedo um amigo comunica não poder me ajudar a marcar um evento da Missão Vida na sua igreja, pelo mais rotineiro dos motivos na atualidade: ele trocou de igreja.

Isso azedou meu dia, pois que na minha careta maneira de ver a vida, não trocamos de igreja “como quem troca de namorada ou namorado”; aliás, outra coisa comum, as pessoas trocam as pessoas das suas vidas velozmente; então percebo que as pessoas trocam de igreja e de pessoas como quem troca de roupa, sem sobressalto.

Não é um discurso rançoso acerca de fidelidade denominacional, o que me assombra são a velocidade e frequência com que as pessoas trocam de igreja e, trocando de igreja trocam de amigos e amigas, de pastor, de linha de pensamento, perdem a linha do tempo.

Às vezes é necessário mudar a direção das nossas vidas e isso inclui a direção da nossa vida religiosa; caso necessário essa mudança deve acontecer sem alarde ou trauma, e que seja mesmo necessária.

As pessoas tem dado as caras nos ajuntamentos cristãos à procura de prazer, de “prosperidade”, êxtase neopentecostal e coisas do tipo, não querem compromisso, ficam enquanto lhes é conveniente. É isso, elas apenas ficam, já não se comprometem com a igreja; são apenas “ficantes”, apêndices inúteis da igreja, sem dúvida uma tragédia pessoal de milhões.

Por que as pessoas saem da igreja? Por que as pessoas trocam de pastor? E por que as pessoas vão embora e se tornam desigrejadas e, desagregadas? 

Nossos valores mudam rapidamente, isso é fato, o que hoje é sério e vital, amanhã pode ser encontrado na vitrine das opções, das variações da forma de enxergar a vida; o encantamento inicial, a paixão por Cristo precisa ser direcionada pelo discipulado gentil e eficaz; a paixão por Jesus se torna angústia quando não alicerçada de forma honesta e bíblica; ninguém consegue ser apaixonado a vida inteira, nem o dia todo, é preciso avançar e avançar é trabalhoso.

Quando não fundamentamos a fé e paixão por Jesus nos ensinamentos claros da Bíblia é certo que em pouco tempo olharemos a igreja como um prédio velho, cheio de gente velha com pensamentos idem; é urgente apresentarmos Jesus por inteiro ao novo convertido, sob o risco de sermos esvaziados, nós e os templos, ambos velhos demais.
Quando o encantamento por Jesus dá lugar ao cotidiano de cultos, “EBD” e outros eventos, a pessoas descobrem que somos apenas gente parecida com elas, que o diferencial, que é Cristo, nem tanta diferença assim faz em nossas vidas, o que leva as pessoas a acreditarem que deram mais um passo em direção a lugar algum.

É que temos nos esforçado, e muito, para parecermos aprovados e aprováveis, santos e bons diante dos olhos dessa gente que só apareceu na igreja em busca de um toque de afeto e de um olhar de compaixão.

Tentando ser moderna a igreja se torna substituível, descartável; relativizando a santidade e a piedade nos tornamos um clube com mensalidades em forma de dízimos e nos igualamos a tantos outros ambientes que podem proporcionar algum prazer e entretenimento, sem no entanto apresentar a esperança nova e a vida nova contidas no evangelho de Jesus, o Cristo de Deus.

A culpa (palavra fora de moda), a sensação ruim de incompatibilidade entre pessoas e igreja, é da falta de equilíbrio e maturidade nessa relação, dos convertidos que esperam a solução de todos os seus problemas; inclua-se aí até mesmo seus problemas financeiros, amorosos e profissionais; e da igreja que se torna ineficaz ao abandonar a boa e velha tradição bíblica e incapacita-se.

A igreja não vai completar ninguém, nem as pessoas podem salvar a igreja, os donos da igreja que me desculpem, mas Cristo é essencial nesse processo, tanto as pessoas como a igreja falirão sem Jesus.

Homens e mulheres vem pra igreja esperando que essa lhes preencha o vazio do coração, envolvem-se em serviços a mais não poder, gastam-se de forma inútil em tarefas inócuas e depois se percebem vazias, insatisfeitas, insaciadas, fúteis tal qual na chegada, e aí o pecado (de novo uma palavra fora de moda) torna-se atraente outra vez.
O preenchimento das lacunas da alma não vem da igreja em si nem das tarefas e ritos; a sede avassaladora para a qual procuramos solução só pode ser enfrentada e vencida de uma única forma, pelo amor.

Mas não é qualquer amor. Se alguém está em Cristo é nova criação e todo o ser é preenchido, saciado, fortalecido e animado; todo desamor, rancor, mágoas, falta de perdão e temor tem fim n’Ele.

Gente assim (eu) que viveu tempo demais sem Jesus e sem amor algum, ao encontra-Lo e a ele se render, experimenta uma transformação real, as angústias são abrandadas e a alma encontra repouso; é o Caminho.

Se creio em Deus e conheço a Bíblia, sei perfeitamente que dias ruins, que dificuldades e tribulações e desânimo surgirão, mas sei também que posso “rever meus conceitos e valores” e reconstruir meu relacionamento com Ele e, por conseguinte, com a igreja.
Descansa no Senhor e espera n’Ele. 

Diretor do Centro de Recuperação de Mendigos – Missão Vida

Letras e Confete

Publicado: 7 de março de 2014 em Empório de artigos
Tags:, , , ,

AmparoAcabou o carnaval e, se bem me recordo, desde sábado não ponho os pés na rua, acabrunhei por aqui com uma contabilidade trágica: virose, chuva, frio, sinusite e tres derrotas seguidas no xadrez novo, um tabuleiro lindo de acrílico que todos juram ser de vidro; esse tabuleiro tem se tornado meu campo de concentração, literalmente.

Falando em contabilizar eu percebi algo curioso durante esses dias festivos lá fora e mesmíssimos aqui dentro: minhas tarefas, embora variadíssimas fossem, eram tarefas que eu deveria ter feito nos dias anteriores, coisas que fui adiando e por fim, em tempos de descanso, trabalhei nelas. Com a montanha de papéis e listas de afazeres preferi aproveitar o tempo livre pra me ocupar; impressionantemente me gastei no feriado organizando minha rotina.

Desde arrumar o depósito de alimentos a escrever relatórios eternamente pela metade, produzir cartas de agradecimentos, consertar o esgoto, lecionar o estudo do livro de Josué (vivia prometendo, cumpri), assistir junto com os internos o filme da Charlize Theron (Uêba!) e terminar os trabalhos acadêmicos; ver TV sem nada pra ver e vagabundear pela rede. Dias assim deveriam ser riscados.

A sensação de irrelevância é imensa, uma completa inutilidade por conta da minha arrogante mania de pregar para outros sobre a disciplina que dificilmente me lembro de onde guardei; sobre remir o tempo nos dias ruins, mas eu próprio gasto o feriado em tarefas dos dias úteis.

Li. Li muito sobre política, segui uma dica do instinto e li Mises, depois li Maquiavel, li sobre poesia e li poesia (óbvio que li Bandeira, sendo tristemente apaixonado por ele) e por fim, cheio de letras e completamente vazio de mim fui catar algum conforto na minha Bíblia nova com anotações de Lutero, linda, cheiro bom de livro novo.

Folheio, folhas farfalham e corro os olhos pelos livros até me concentrar na carta de São Paulo aos Filipenses, é um texto rico e ágil, bom de ler: “Andemos de acordo com aquilo que temos alcançado”, outra vez a sensação de irrelevância, de inutilidade me acomete, numa clara frustração de fazer muito sem entender o motivo.

Lembro-me de quando atravessava os dias ruins da abstinência, a aridez do organismo me fazia querer desistir por ser doloroso demais e solitário demais e longo demais os processos de volta, dias iguais e igualmente detestáveis com rotina massacrante de tratamento médico. Repetir até ser saudável, o calvário da fisioterapia nunca foi tão doído como quando precisei reaprender a andar e movimentar os dedos das mãos. Mas reaprendi, superei e segui em frente, buscando entender o valor e o sentido do que faço.

Há em mim uma angústia velha, chamo de “Síndrome de Servo Inútil”, crer quase sempre ter feito menos do que sei e poderia; se é vaidade ou excesso de zelo, não sei dizer, mas o fato de parar logo após o carnaval com minhas tarefas de ontem colocadas em dia por pura falta do que fazer ou pura falta de prazer no que deveria estar fazendo e me questionar a respeito já é fruto novo de atitude nova.

De quando em vez me apaixono por assuntos e coisas, músicas e livros, pessoas; outro dia Zé Ramalho cantando “Canção Agalopada”, numa gravação da década de 70 me lembrou de que nos tempos das drogas eu tentara, sem sucesso algum parar, mudar e descobrir o motivo daquilo tudo, da droga, da violência, da solidão por opção, da anarquia sentimental, da devassidão poética, da lucidez etílica; descubro que ainda é assim, que as coisas que hoje faço nem sempre fazem sentido ou não tem o sentido que eu espero ou necessito pra continuar, entretanto eu continuo com a mesma densidade do começo.

Viver e morar aqui por vezes me deixa tenso e triste e com saudades não sei de quê, mas viver e morar aqui me traz pro centro da vontade amorosa do Pai, me deixa de frente pra minha real condição de homem renascido, e no final é o que buscamos, respostas acompanhadas de certezas velhas, que provoquem novas perguntas. Tomara que seja dessa forma que eu chegue ao final dos meus dias, me gastando inconformado com essa tal vida sem pouso.

At 13.48

Publicado: 3 de setembro de 2011 em Teologia Arminiana

At 13.48[1]

John William McGarvey

 

A próxima afirmação de nosso historiador tem sido objeto de não pouca controvérsia. (48) “E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.” A controvérsia gira em torno do significado da palavra traduzida “estavam ordenados” (ησαν τεταγμενοι). Escritores calvinistas são unânimes em relacioná-la à eleição eterna e à preordenação ensinada em seus credos. Se esta fosse a correta interpretação, ela implicaria algumas dificuldades que eles parecem não ter percebido. Se “todos quantos estavam ordenados para a vida eterna” creram nesse dia, então todos os demais eram reprovados, e por estarem condenados à punição eterna, outra pregação de Paulo a eles seria inútil. Agora, é difícil explicar que tão completa separação em duas classes aconteceu por toda uma ampla comunidade em um único dia, e ainda mais difícil explicar que isto foi revelado a Lucas a fim de que ele pudesse registrá-la. Nossa surpresa é ainda maior quando lembramos que, segundo essa teoria, nem mesmo os próprios eleitos podem ter certeza de sua eleição. Certamente não devemos adotar uma conclusão tão anômala, a menos que sejamos obrigados a fazê-lo pela força óbvia das palavras empregadas. O Dr. Hackett, após traduzir a passagem, “creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna”, diz: “Esta é a única tradução que a filologia da passagem permite.” Grimm, em seu léxico, expressa a ideia calvinista mais plenamente dando como significado, “tantos quantos foram apontados (por Deus) para a vida eterna, ou a quem Deus tinha decretado a vida eterna.”

 

A palavra assim traduzida é da raiz τάσσω, sendo o seu sentido primário colocar em ordem, ou, como Grimm expressa, colocar em certa ordem. Em combinação com δια ela é assim traduzida em 1Co 11.34: “Quanto às demais coisas, ordená-las-ei quando for.” Em somente um outra de suas oito ocorrências no Novo Testamento ela é traduzida ordenado, e nesta ela pode também ter sido traduzida pelo seu significado primário: “As potestades que há foram ordenadas [colocadas em ordem] por Deus” (Rm 13.1). É usualmente traduzida designar, como designar um lugar (Mt 28.16), designar algo a ser feito (At 22.10), designar um dia (28.23). Mas ao se fazer designações, a ordem é produzida da confusão ou falta de ordem precedente, e o significado primário da palavra não é perdido de vista neste seu uso. O mesmo é verdadeiro quando ela é aplicada a um ato mental. Quando a mente está confusa sobre um assunto, não sabendo o que pensar, e finalmente chega a uma conclusão ou propósito definido, os pensamentos são levados da confusão para a ordem, e este termo adequadamente expressa a mudança. Um exemplo notável é encontrado em 15.2, onde é dito dos irmãos em Antioquia que eles ouviram “não pequena discussão e contenda” entre Paulo e Barnabé de um lado e certos homens da Judéia de outro, com referência a uma questão vital. Enquanto esta divergência estava acontecendo, as pessoas comuns entre os irmãos e irmãs devem ter ficado na maior confusão, mas eles finalmente chegaram a uma conclusão quanto ao que devia ser feito, e esta mudança é expressa pela palavra em questão, “resolveu-se (τάσσω) que Paulo e Barnabé, e alguns dentre eles, subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, sobre aquela questão.” Assim verte a Versão Autorizada, e ela corretamente descreve a mudança mental que aconteceu. O Dr. Hackett afirma que o termo “não era utilizado para designar um ato da mente,”, mas a tradução a qual esta ideia o forçou é uma evidência conclusiva ao contrário. Ele verte a frase em questão, “eles designaram que eles subissem” etc., e nisto ele é seguido pelos autores da Versão Revisada. Isto não é um bom inglês. É um uso antigramatical de a palavra designar. Quando uma missão é determinada, nós designamos os indivíduos que serão enviados, mas não designamos que eles devam ir. Evidentemente a questão era a seguinte: os irmãos estavam inicialmente incertos quanto ao que fazer, e eles finalmente decidiram fazer o que fizeram. Nossa palavra inglesa disposto tem um uso similar. Ela significa arranjar em certa ordem, e se aplica primariamente a objetos externos, mas quando a mente de alguém está de acordo com certa norma, dizemos que ele está disposto a segui-la.

 

Mal precisamos observar, após estas observações, que o significado específico deste verbo em uma determinada passagem deve ser decidido pelo contexto. Na passagem diante de nós o contexto não apresenta nenhuma alusão a algo feito por Deus para uma parte da audiência, e não feito para a outra, ou a algum propósito firmado a respeito de uma e não de outra, mas fala de dois estados de mente contrastados entre o povo, e dois consequentes cursos de conduta. Dos judeus presentes é dito, em primeiro lugar, que eles estavam cheios de inveja; em segundo lugar, que eles estavam contradizendo o que Paulo falava, e blasfemavam; em terceiro lugar, que eles julgaram a si mesmos indignos da vida eterna. Em contraste com estes, os gentios, em primeiro lugar, estavam alegres; em segundo lugar, eles glorificavam a palavra de Deus; em terceiro lugar, eles estavam τεταγμενοι para a vida eterna. Agora, qual dos significados específicos da palavra grega iremos aqui inserir? Ela se encontra contrastada com o ato mental dos judeus ao julgarem-se indignos da vida eterna, e a lei da antítese exige que a entendamos de algum ato mental de natureza oposta. A versão estavam determinados, ou estavam dispostos para a vida eterna, é a única admitida pelo caso. O verbo está na voz passiva e no tempo passado, e, portanto, descreve um estado mental produzido antes do momento do qual o escritor está falando. Em outras palavras, a afirmação que “creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna” implica que eles foram levados a esta determinação antes que creram. Em algum momento anterior em sua história, estes gentios, que nasceram e foram educados no paganismo, ficaram sabendo da vida eterna como ela era ensinada pelos judeus. Sob o ensino dos judeus ou sob o ensino de Paulo desde sua chegada em Antioquia, ou sob ambos, eles foram levados de um estado de confusão mental sobre este assunto transcendentalmente importante a uma determinação para obter a vida eterna se possível. [2]

 

Observe que o estar determinado para a vida eterna, e o crer, encontram-se aqui como causa e efeito, ou pelo menos como antecedente e consequente. Isto não é anormal ou incomum. Um homem que aprendeu que a vida eterna deve ser obtida, e decidiu-se obtê-la se ela estiver dentro de sua capacidade, é o mesmo homem a prontamente aceitar o verdadeiro modo de obtê-la quando esse modo é claramente mostrado a ele, enquanto o homem que está demasiado absorto em questões terrenas de modo a estar indiferente à vida eterna é o mesmo homem a deixar o testemunho a respeito do modo de obtê-la entrar por um ouvido e sair pelo outro. Notamos o mesmo em todas as nossas congregações nos dias atuais. Dois homens sentam lado a lado sob o som do mesmo sermão evangélico; um está desperto para a importância da vida futura, enquanto o outro está absorto na vida presente. O último irá fazer-se de surdo para a pregação, incorrendo na reprovação de Paulo de julgar-se indigno da vida eterna, enquanto o primeiro crerá na boa mensagem, e se lançará ao trono de misericórdia. É precisamente esta diferença em relação à vida eterna que Lucas aqui indica, e ele a indica porque ela explica o fato que uma classe na audiência de Paulo creu, e a outra não. Ela deixa a responsabilidade para a crença e incredulidade, com suas eternas consequências, sobre o homem, e não sobre Deus.

 

Fonte: New Commentary on Acts of Apostles, Vol. 2, pp. 29-33

Tradução: Cloves Rocha dos Santos

 


[1] Nota do tradutor: J. W. McGarvey, em sua Introdução a este comentário, nota que escreveu a obra com o leitor em mente. Ele a projetou para ser lida mais como uma narrativa do que simplesmente como um livro de referência e encoraja os leitores a usá-la assim. Escrito no final do século 19, O Comentário sobre os Atos dos Apóstolos é um olhar versículo por versículo em Atos, que McGarvey acreditava que muitos teólogos não o havia compreendido antes. Ele cita um verbete de enciclopédia que ele acredita que melhor representa o livro: “O objetivo de Lucas, ao escrever Atos, era suprir, através de exemplos selecionados e adequados, uma ilustração do poder e da obra daquela religião que Jesus tinha morrido para estabelecer.” McGarvey foi professor boa parte de sua vida, assim seu comentário é preciso e fácil de entender. O livro de Atos, de fato, é um testemunho poderoso para a vida de Jesus e os crentes serão iluminados através das notas de McGarvey, únicas e intuitivas, sobre o texto.

[2] “Melhor, ‘tantos quantos estavam dispostos para. ’” (Plumptre). “Todos que, pela graça de Deus, desejavam agruparem-se nas fileiras daqueles que desejavam a vida eterna aceitaram a fé.” (Farrar, Life of Paul, 211). “Preferivelmente, estavam colocados em ordem para, isto é, dispostos para a vida eterna.” (Jacobson em Speakers Com.). “Tantos quantos estavam dispostos para a vida eterna. O significado da palavra disposto deve ser determinado pelo contexto. Os judeus se julgaram indignos da vida eterna; os gentios, tantos quantos estavam dispostos para a vida eterna, creram.” (Alford).

Ah, Jesus, agora eu entendo!

Publicado: 7 de fevereiro de 2011 em Empório de artigos

2 sons

“Assim, temos ainda mais firme a palavra dos profetas, e vocês farão bem se a ela prestarem atenção, como a uma candeia que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça no coração de vocês.” 2 Pe 1: 19 – NVI

O Espírito utiliza-se de Pedro e anima os judeus convertidos que nasceram e cresceram ouvindo e/ou lendo os livros do que chamamos Antigo Testamento e nele, a promessa que permeia toda a Palavra, alimentando em esperança geração após geração: o Messias, o Cristo de Deus.

Conhecedores da promessa do Messias, esses homens e mulheres, ao ouvirem sobre as boas novas de Jesus e tendo em seus corações o agir do Espírito Santo, ajudando-os a crer, compreendiam e cada coração convencido do amor de Jesus pelo Espírito, ao receber o perdão dos seus pecados, podia declarar: “Ah, Jesus, agora eu entendo!” A respeito desse amor foi que profetizou Isaías e tantos outros, sobre Jesus de Nazaré.

A promessa de Deus que atravessou a História humana finalmente é real; o Crucificado, dele falam as Escrituras! O Ressurreto, dele falam os salmos! O Glorificado, dele falam todos os que deixaram tudo, até o amor pela própria vida.

Prestando atenção nas palavras dos profetas é que homens e mulheres de todos os cantos até hoje, ao serem apresentados ao Evangelho, experimentam trocar a luz da candeia em lugar escuro pela luz da Estrela da Alva, Jesus no coração de todo aquele que crê. Crer e ser salvo, ato contínuo.

Não foi diferente comigo, guardadas as variações; ao ouvir de Jesus e do Seu amor, ao prestar atenção e o Espírito interferir no meu raciocínio, permitindo-me entender, ajudando-me a crer, aceitei toda a força do amor do Cristo de Deus pra em seguida me render dizendo: “Ah, Jesus, agora eu entendo!”

Cresci numa família não religiosa, mas pude conhecer a Bíblia desde cedo através das Histórias do Antigo Testamento contadas toda noite pelo meu avô Alexandre; encantava-nos ouvir sobre Abraão, Isaque, Jacó, José. A Palavra só me atingiria muito mais tarde.

Na cruz todos os meus anseios e angústias encontraram respostas, pra logo depois me nasceram novos anseios e angústias, coisas de crente novo (?). Diariamente cada dúvida, anseio e desesperança tem encontrado resposta na cruz, ali e em nenhum outro lugar a minha alma se dobra e recebe refrigério, ali meu coração se aquieta e aprende.

A carta aos coríntios foi motivo de sucesso para o poeta Renato Russo que falou do trecho encontrado no capítulo 13 sobre conhecer apenas parcialmente; Stephen Collins e Justus Nelson (uma parceria) deixaram outra canção que traduz-nos o anseio que, por vezes não entendemos (Da linda pátria estou mui longe…)

O texto aos coríntios traz afirmações poderosas ao comunicar-nos que: “Agora, portanto, enxergamos apenas um reflexo obscuro, como em um material polido; entretanto, haverá o dia em que veremos faca a face. Hoje, conheço em parte; então conhecerei perfeitamente, da mesma maneira como plenamente sou conhecido.” 1 Co 13: 12 – King James –

O reflexo imperfeito produzido pelo bronze polido à época do apóstolo ainda é o que sabemos hoje da glória; fazemos bem em prestar atenção às palavras dos apóstolos e demais autores do Novo Testamento, afinal, certo que estou da minha salvação (ainda que alguns desavisados afirmem que os arminianos sofram uma sem igual angústia quanto ao assunto; mas são apenas desavisados) aguardo o dia “Quando ao Céu eu chegar.”

Ah, então estarei com Jesus, face a face com o salvador de todo aquele que crê! Verei a Sua glória e esplendor; demoradamente e profundamente aspirarei o cheiro bom do Céu que exala d’Ele, o Redentor.

Uma vez lá, com essa minha indisfarçável cara de mineiro distraído, direi: “Ah, Jesus, agora eu entendo!” Era desse lugar que falávamos nos púlpitos, a esse doce aroma e sensação se referiam os hinos que cantávamos no coral e na congregação; gastamos muitos domingos imaginando tal arquitetura!

Há outro hino que diz: “Eu vou pro céu, lindo céu, com Cristo eu vou morar num lindo céu.” – Dick Torrans – (sempre quis fazer um solo, mas nunca permitiram) A pátria celestial terá uma frase certa: “Ah, Jesus, agora eu entendo!” na boca de todo humano que, crendo foi salvo e perseverando santo permaneceu salvo.

Agora vejo em parte, sinto e entendo em parte, mas face a face com o Salvador saberei plenamente; o poder da afirmação “Então, conhecerei perfeitamente, da mesma maneira com plenamente sou conhecido.” está na certeza da intimidade com o Senhor, eu O conhecerei como me conhece hoje o Espírito; não haverá mistérios nem reflexos obscuros.

Agora eu entendo, é de Jesus que minh’alma tem saudades.

Missão Vida! Porque eu amo gente.